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Post Scriptum

Saturday, August 22, 2009

bambi

Don't you see? I'm Bambi. [...] If anyone in this situation is a sad little cartoon character, it's me. I'm all alone in the forest, all alone in the forest, [...]. And my mother's been shot by a hunter and where are you?

Where the hell are you?

in Grey's Anatomy

Wednesday, August 12, 2009

google-eyed angel

nostalgia.
este léxico lembra-me invariavelmente de ti. e de tantas outras pessoas e histórias que estão inexoravelmente próximas e distantes de ti.

tal como eu.
eu que sempre estive mais perto de ti, efectivamente, quanto maior fora a distância entre nós.
a posteriori, a diminuição progressiva dessa distância afastou-me, inevitavelmente, de ti, para que hoje nos tenha tornado aqueles quase estranhos que ainda assim não resistem a dar um sincero abraço sempre que os seus caminhos se sobrepõem - mesmo quando isso se proporciona propositadamente.

as memórias.
mesmo aquando no presente sinto-me fora de mim, a pairar e observar os momentos como que já à distância de uma memória. uma mera espectadora que vislumbra uma discussão acesa no autocarro ou num qualquer outro banco de jardim...assim, as lágrimas que derramo por mim não são mais do que as que escorregam pelos meus canais lacrimais durante a projecção de uma película mais sentimentalista.

desculpa-me.
o egoísmo. mas tenho ciúmes de todas as meninas feitas mulheres que abraçaste no teu caminho - depois de mim.

depois de ser o teu anjo sinto-me agora sem asas.

Thursday, July 23, 2009

writer's block

não raras vezes me faltam imagens que queira traduzir num amontoado de vocábulos, não obstante a minha obsessiva e ininterrupta necessidade de escrever.

hoje, encontro a minha (sub)consciência inundada de emoções que me contorcem e provocam as síncopes que tantas vezes me fizeram cair, perdendo transitoriamente a consciência perante ti.

toda essa isquémia cerebral momentânea incutiu um metaplasmo por supressão de fonemas no interior de todas as palavras que tinha para te escrever.

Friday, March 20, 2009

no distance left to run

tendo a lacrimejar com o fim do amor, das relações - sejam elas pessoais ou alheias, reais ou fragmentos de películas cinematográficas.
tudo isto com base na teoria - mais ou menos científica - de que se dissipa um pouco do amor que existe no mundo a cada instante em que, algures, um par de dois se torna numa simples soma de 1+1, num conjunto de átomos sem colisões geradoras de sinergias e faíscas turbulentas.
talvez por isso, não raras vezes, me pareceu a escrita mais próxima das lágrimas que dos sorrisos, e os meus dias enublados sempre foram os mais plenos de vocábulos a entrelaçarem-se nos meus dedos carregados de histórias cinzentas e mescladas.
contudo, e apesar das horas solarengas em que me perdi hoje a fitar raios ultravioleta, sigo perseguida pelo ecoar de contos sem fadas. ressoas em mim, dizendo que mais é impossível, que é bonito, ou seria, se possível fosse o abraço perfumado que me deves faz tanto tempo.
sem ele, sinto-me tentada a empurrar-te para um canto obscuro, ou negar a tua existência perturbadora, independentemente do sentido da sua influência em mim. sei, contudo, que fosses tu uma qualquer incógnita fora desta equação apenas solucionada por modelos econométricos de complexidades indecifráveis, me encontrarias uma resposta diametralmente oposta.
nos meus sonhos. continuo a correr, como a perseguir um horizonte demasiado difuso, porque distante. e, certamente, talvez sejam demasiado transparentes estas palavras para ti.

mas por mais que desligue os interruptores existe sempre uma luz que me persegue e persiste em mostrar-me a minha sombra.

Wednesday, February 04, 2009

losing sleep


i believe. we have only just met. indeed, i am sure i have known you for centuries, sharing a neverending list of minor yet curiously overlaping details with you.

i don't know. that you actually do exist. no more than my rapid-eye-movements - the ones i pull you into without release until both my eyes are wide open. just in case, i tend to keep at least one eye closed at all times, fooling those who believe me to be trying to catch them too. this eye - oh how it remembers the chemical composition of the tender smell of your hugging arms.

i am aware. that your dream girl is paradoxial by definition, both a supermodel and a genious. somehow, all my faulty details inside and out don't seem to fit in any way into this stereotype i have of you.

i apologize. if i sometimes text you obsessively. please don't mistake that as if you were anything like somewhat of a blue-eyed crush. i wish you knew. how impossible it is for me just to conjecture any though of comparaison. and i wish. for you to be here.

and it's not fair. i keep saying i love you yet i'm too scared to begin my walk towards you.

Thursday, January 22, 2009

there are two colours in my head


as palavras do meu léxico não permitem uma descrição precisa ou minimamente minuciosa da penetração do rubor por entre as maçãs, já rosadas, que esses dois ou três vocábulos que dactilografaste provocaram em mim.

inspirei - e exasperei. aproveitando que ninguém à minha volta conseguia distinguir as cores de tom escarlate através das paredes, reli-te incessantemente, na procura da certeza de que de cada vez que voltava a passar os olhos por ti as palavras se apagavam e entrelaçavam em mim.

inconscientemente, escondi-te por trás de um amontoado de pares de sapatos e livros sobre coisas interessantes que jamais saberei de cor.

ainda assim, dou por mim a procurar, repetidamente, por ti.

Monday, January 19, 2009

misery looks oh so pretty

bastaram.
3 segundos de hesitação - foram 1 e 2.
e depois 3,
a mais que uma eternidade.

não foi sequer o eco dos passos
de salto alto - o direito, o esquerdo,
o direito outra vez -, mas antes
o ressoar deste bater que já não sei
se persiste por ti, ou por nós.

Sunday, December 28, 2008

no morning after

esqueci-me. não, não penses que foi de ti, ou dos teus abraços. considera antes que foi a ideia de nós que abandonei. os nossos filhos no banco de trás, a casa de enorme jardim com um pneu como baloiço quase perto da praia...e mais? é possível que a construção do nosso castelo de areia não tivesse tomado formas deveras complexas, tal era a simplicidade na certeza de que seríamos tão futuros como éramos presentes.

no dia seguinte.
acordei sem futuro. aliás, agora que a distância é mais longa que escassa, questiono-me se esse dia passou, visto os meus olhos não terem estado mais que semicerrados nessa noite desperta. talvez por força das lágrimas que - duas a duas e, depois, quatro a quatro - apagavam o meu rosto que tanto denominaste de angelical.


hoje. mais que inconscientemente dir-te-ia não. o meu racional que pouco ou nada interveio nas síncopes aceleradas, de tão vitais, é agora quase que irrelevante na forma despreocupada como já não me confundem os teus braços, meu amor.

(cínica, talvez.
por lhes dizer que larguem o futuro, as mãos ainda quentes de agarrar
um último beijo.
estranho, talvez.
por te ver tão distante e não ter qualquer impulso de correr - para ti.)

Saturday, December 13, 2008

wipe me off my feet

achei que era já tempo de afogar as minhas mágoas em ti. na caipirinha preta, mesmo ao lado da casa amarela que nos fechou a porta.
fugir. para a cidade que de pequenina sinto ocultar um adamastor.
e ler-te. reler-me em ti e não conseguir por as letras lado a lado para compor alguma similitude com o lado de dentro.

(you're not forgotten)

Monday, August 25, 2008

so.mel

não sei se te ame,
se te odeie.

(perturbas-me.)

Sunday, August 03, 2008

it takes two to tango

não acredito nas tuas palavras.
nem sequer são bonitas.
(ou tu.)
surpreendeste-me. logo no nosso primeiro encontro. tu, que já me tinhas visto, que te lembravas de mim. fez-me pensar. contudo, guardei rapidamente na minha caixinha dos sonhos a ideia que mais me seduzia, procurando não me perder no conjecturar de ideias invisíveis.

esqueci-me, de seguida, e rapidamente, de todas as palavras que trocámos. alguma mão houve que se nos deu e nos direccionou para diferentes estradas.
deixei,
então, de hipotizar todas aquelas coisas que não podiam ser.
iludi-me,
pensando que não teria passado de uma extrapolação a partir de coisas insignificantes, de tão pequenina que me sentira em ti.

entretanto, as palavras por dizer tornaram-se em brincadeiras, levando a provocações de algo que tinha entretanto arquivado cá dentro. sei-o bem: depois de satisfazermos a luxúria em nós, deixar-me-ás sozinha e triste. e sozinha outra vez. para dormir numa cama demasiado grande, porque vazia.
ainda assim
não cessam de ecoar em mim as tuas palavras ébrias, pouco cuidadas e educadas. para me levares contigo. e agarrares-me enquanto o sol não nascesse, e a luz ausente nos escondesse da realidade dos nossos actos.

prometo.
da próxima vez que os teus olhos azuis cruzarem os meus, irei sorrir como sempre sorri.
prometo.
até ao dia em que voltar a tocar alguma música de fundo que te faça convidar-me novamente a dançar.
uma e outra vez.

Tuesday, January 15, 2008

standing on the shoulder of giants

os planos sempre foram algo do futuro. delicia-me a sensação confortável do zapping quando de olhos fechados, cada click um desencadear de uma infinidade de imagens. planear é hipotético, e por isso, fácil. fazê-lo é sempre projectar o tempo. sinto, assim, o futuro à distância de anos, meses, dias, horas, minutos...um dia, sem dar por isso, o hoje torna-se ontem e o amanhã hoje. e, com isso, o sonho acorda para o susto.

hoje, porém, acordei e dei por mim de pé na cama, a sonhar mais alto. acordei a pensar que era tarde demais para sonhar, talvez perdida demais para voltar atrás e poder amanhã estar ali. com os outros - parece que os estou a ver. agora. os baldes. a água a escorrer como a catarata de um filme de sábado à tarde. como quem sonha enquanto algo acontece.
aquele era o meu sonho - ainda o é enquanto for tempo. o nosso - podia tão bem ser nosso.
hoje. acordei na linha. aquele sítio onde qualquer desvio é a morte do artista. olhei em volta e imaginei-te lá em baixo, a olhar para mim como um dia eu te vi, assustada mas sem nunca te imaginar cair. arregalei então os olhos e imaginei o teu abraço, se porventura ao acordar do sonho com a água gelada pudesse correr para os teus braços e dizer as palavras que tantas vezes me faltaram: inspiras-me.
não. hoje só desisto quando amanhã já for ontem.

Sunday, December 24, 2006

butter(fly)

os machados não se enterram. há sempre aquela poeira que se atira para os olhos, na tentativa de ocultar o sangue fresco que ainda escorre no frio metal, mas a dor fica sempre visível. e dói. doem as madrugadas em que acordo sobressaltada a querer ver-te, saber onde estás. (gostava tanto de saber quem és...) os quilómetros que nos separam, sei-o bem, são cada vez mais, mesmo quando regresso do nosso outrora universo paralelo para a cidade onde disseste que me amavas pela primeira vez. não sei agora o que sentes, se ódio se indiferença, ou se faz diferença qual é o sentimento que te mantém aí, longe de mim, para lá do horizonte que tantas vezes olhei de pernas para o ar. num sítio que não sei onde é. e perguntei. acredita que me interroguei. e inquiri. inquiri os amigos que ainda chamo por esse nome. e os estranhos. inquiri os trausentes que passavam nas passadeiras sem parar nos semáforos, as pessoas que pediam lume nos cafés, no nosso, no com vista transparente para os bancos em roda. tenho medo de me sentar lá, nunca sei se estás a ver. e se estiveres, se me vês a mim ou aquela que tanto lutei para dizer que não era, mas que fui.
será que te devia ter perguntado a ti?

Thursday, August 31, 2006

olhares

tu não viste. mas foram mais que muitas, de tantas que foram, as horas que (me) perdi a olhar para ti. sempre de longe, sabia que todos os bocadinhos de ti que estava a guardar na minha mente - u m. a. u m. - se desconstruiriam se tomasses consciência dos meus olhos pousados em ti, como um ar que pesa não se sabe por que calor. ou água.

pára agora, por favor. não insistas em ver-me do fundo dos teus olhos castanhos que me perfuram a alma enquanto caminhas até mim. não vês tudo isto que se impõe entre nós? eu não o vislumbro, mas sinto - talvez seja distância, ou apenas ar...algo há-de ser, e eu sinto os passos que deambulam por entre as luzes apagadas deste caminho. mesmo no escuro, ofuscam de tanto que brilham os seus medos emergentes, e eu revejo-me na incandescência das suas almas. salto, tento agarrá-las para que não caiam, e dou por mim estatelada por entre estas pedras de asfalto movediço, de tal forma perdida que não sei se o céu acima de mim fica a norte, se a sul.

passo, então, os dedos por entre as silvas que me picam enquanto encolho os joelhos e as pernas - d o i s. a. d o i s. - numa posição fetal, em busca dos meus sonhos de menina. agarro-me, indiscriminadamente, a ti, porque sim, porque é o teu corpo que ladeia o meu. embalo-te, então, preenchendo-te o sono de fúteis palavras, procurando assim afastar-te as sinapses dos pesadelos acordados, das certezas que pensaste permanentes e se evadiram com o sopro uma brisa mais que leve. (doeu, não dói?)

Friday, August 25, 2006

closer

Tão perto. Custa-me mais a cada vez que parto as pedras do caminho que tanto persiste em nos unir. Consome-me existir como se tu não fosses, como se a tua mão não encaixasse em mim, os dedos entrelaçados nos outros. Como se não sentir não fosse ver, encontro-me repetidamente na saudade de uma memória que não é(s).

TU NÃO EXISTES

E, assim sendo, se não estamos aqui, porque insisto tanto em dizer não?
Talvez não te apercebas, mas sei-o bem, és simultaneamente a fonte e o muro do meu crescer. E, acredita, sinto-me mesmo pequenina nesta ilha de gigantes.

déjà vu

como a repetição de um filme antigo num domingo à tarde, encontro-me repetidamente aqui. não sei se é medo ou falta de confiança no teu abraço - que de resto nunca me falhou.
e sim, precisei de noites com lágrimas que não deixam dormir nem manter os olhos abertos, do nó na garganta ao comer, das palavras que se escrevem mais sozinhas que comigo.
como, de resto, corre este rio em que mergulhamos o riso e a dor - às vezes mais de ficar que de partir, porque sim, porque faz parte.
do medo. o que não sinto do lado de lá, de tanto olhar para dentro. e sim, precisava dos teus braços a contrariar-me a partida para abrir os olhos, como o recém-nascido que só vê pela primeira vez ao soltar da primeira gota de sal.
sinto, agora, o encher de coisas que crescem em mim e que não deixei, que não quis dar. o ferrão entranha-se em mim, imobiliza-me...não quero, não quero mesmo ir! nunca antes fez sentido dizer isto como agora o faz. por ti. e tu - contigo sinto-me eu.

Turrinhas'06, Pisão do Baeta

Wednesday, August 23, 2006

walk the line____

na ponte. Os passos lado a lado, contigo, nem sei. estranho esta mão que me abraça, agarro-a junto ao peito como se não fosse fugir para dentro de mim. a mão que embala o berço do susto que foi. o riso das crianças dos outros a ecoar ao deitar, depois do silêncio, a embalar o curto sonho.

o medo. do desafio. e o risco. ainda não me atirei e sinto já o eco abafado, as lágrimas duas a duas, pela queda que não foi.

o caminho. o que não existe, porque só caminhar. sempre de olhos e mãos fechadas e abertas, respectivamente, encontrei as pedras da calçada, e com elas fui de encontro a mim, uma e outra vez. aterrorizada pelo meu próprio semblante, saltei - porque o escuro é doce se, porque o azul é céu se contigo. ou o recíproco - o copo meio vazio apagou as sinapses em mim e eu já nem recordo as certezas de outrora. como se o deixar de pensar me retirasse algum prazer de sentir o aperto que me sufoca e conforta em uníssono, como se 2=1. e não os cinquenta e sessenta menos dez e vinte que tanto mergulham nos braços alheios que não estranham.

sinto-me sombra, efémera demais para ficar, embora visível no reflexo luminoso de uma qualquer estrela.

os outros. continuam a gritar em surdina, de tanto sentir para dentro. egoisticamente, escondem os sorrisos dos olhos felizes por trás das gotas de saudade que persistem ao deitar - quando principia o dia em nós. talvez. as horas trocadas são o primeiro indício de insanidade. o cansaço revela-nos frágeis, confusos e pesados - pessoas. e com isso o lado que, de tanto o empurrarmos para dentro, emergiu.

Friday, June 16, 2006

Sunrise



Sabias, sempre soubeste que ia acabar por voltar, mais tarde ou mais cedo ia sentir a saudade, desta ou de outra forma. Porque tem mesmo de ser.

Porque sempre foi assim. E agora, chego tarde e apercebo-me que as letras fogem, que o vento leva os gritos que não quis que estivessem comigo. Porque tive demasiado medo de os gritar, baixinho, muito baixinho, no abraço.

Quando era preciso.

E agora, sei que acordas e te lembras que afinal tudo continua, porque tem de continuar.

E o sol insiste em nascer, na verdade, tem de nascer.
De outra qualquer forma não faria sentido, seria talvez o sonho em que quis ficar mas o mundo insiste em abrir os olhos a quem teria gostado mais de ficar com eles fechados, no silêncio, no ressonar sonolento da vontade de não voltar.

Aonde sempre estivemos bem.

Ao mundo cinzento.
Muda, já mudou.
A cor vai clareando.

Clareou.

A verdade somos nós.

Gosto de ti.

PS: Adorei ler as frases incompletas. Revelar os passes, sem saber que algo mais pode estar além do óbvio. Sim. Abracei a guitarra muita vez com medo.

Saturday, June 10, 2006

silent sigh

não é tanto um sorriso como um sopro o suspiro que tanto te me entra em mim.

não procures



se não estou, quando juntos. nem sempre abrir os olhos é ver mais do que não é.




viras-te, então, para mim.

desejas-me boa noite como se o amanhã não fosse, como se não fossem nossos todos estes nasceres do sol em tons de manhã azul laranja. encontras
de olhos fechados a tua mão em mim, e percorres os meus dedos com o teu corpo de suavidade intocada dos meus lábios nos teus.
queria dizer-te,
mas não ouviste. os meus gritos calados, abafados pelo silêncio dos outros que nos rodeavam, vestidos de sorrisos, em lágrimas de saudade de te ver noutro lado que não o meu.
e viras-te, de novo, para mim, enquanto dormes para o lado de lá, nesta cama em que não tiveste sequer tempo de me estranhar, tal foi a cumplicidade com que me puxaste para dentro dela. ou de ti. (nem sempre consigo distinguir os dois.)

Wednesday, May 24, 2006

no more keeping my feet on the ground


disse tarde demais para não mudares o calor do teu abraço em mim. eu sei, foi muito cedo. precisavas de tempo a mais que o que ele quis para cair - em mim.
e voltar - a viagem de regresso é sempre mais morosa e custosa que a chegada. talvez por isso sejamos tão insistentes em permanecer nos locais que deixaram de existir.